A última noite das Olimpíadas foi das mulheres. Elas chegaram até as finais e era a hora de saber qual a cor da medalha seria levada para casa. O caminho já estava trilhado. A prata conquistada não foi uma derrota, mas a prova da superação que teve início muito antes do início das competições.
No vôlei, uma Seleção até então desacreditada, que com sorte conquistaria o bronze, chegou invicta às finais e sucumbiu perante à velocidade das norte americanas. Ainda assim, foram além do previsto e conquistaram não só a medalha, mas o país inteiro e deram uma lição de espirito esportivo ao reconhecer a superioridade das adversárias.

No boxe, Bia Ferreira se colocou no centro de mais um daqueles lugares que “não é pra mulher”. Para orgulho do pai e do Brasil, ela lutou até o fim e perdeu o ouro pela avaliação dos juízes, com a qual – deixo claro- não concordamos.
Dando aula sobre o valor do esporte e provando mais uma vez que nunca se deve desacreditar da força e da capacidade femininas, termina assim a Olimpíada onde as mulheres foram o grande destaque. Elas conseguiram a melhor participação feminina da história do Brasil nos Jogos Olímpicos, com nove medalhas conquistadas entre as 21 do quadro de medalhas brasileiro. Que venha Paris!



