Após dificuldade na logística e cortes por covid, seleção de Pia terá 1º grande teste em 2022

Nesta quarta-feira (16) a seleção feminina de futebol entra em campo para disputar seu primeiro desafio do ano no Torneio Internacional da França. A competição vai acontecer na cidade de Caen, na França, e a equipe comandada por Pia Sundhage terá pela frente a Holanda, as donas da casa e a Finlândia como adversários.

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O Torneio da França é preparatório para a Copa América, que está programada para acontecer na Colômbia entre os dias 08 e 30 de julho e servirá de eliminatória para a Copa do Mundo feminina de 2023, que será realizada na Austrália e na Nova Zelândia.


Antes de entrar em campo, a seleção passou por alguns problemas, começando pelo atraso do voo do time com destino à França. A aeronave com a delegação precisou pousar em Madrid para atendimento médico de uma passageira que sentiu-se mal no avião.

Depois disso, a CBF informou a desconvocação da meia Julia Bianchi e da atacante Bia Zaneratto, que ainda se recuperam dos efeitos causados pela Covid-19. A atacante Ludmila, do Atlético de Madrid (ESP), a meia Ana Vitória, do Benfica (POR) e a zagueira Lauren, do Madrid CFF (ESP) foram chamadas para substituir as jogadoras do Palmeiras.

Ludmila foi convocada e já treinou com a equipe (Foto: Thais Magalhães/CBF)

Em coletiva de imprensa na véspera da estreia diante da Holanda, Pia falou sobre o corte de Julia e Bia e a chegada das novas escolhidas. “Essas duas jogadoras são ótimas, por isso foram convocadas. As duas jogam no Brasil e podemos acompanha-las de perto (Julia e Bia). A boa parte é que temos outras duas jogadoras novas em vez daquelas (Ludmila e Ana Vitória. Lauren está como suplente no elenco), vamos ver como se saem. Nós precisamos competir internamente, aí poderemos competir contra qualquer seleção do mundo. Agora que vamos jogar contra a Holanda, é um ótimo adversário. Nós jogamos contra elas antes, estão em quinto no ranking, estão jogando finais o tempo todo, e também estão com novo técnico, é sempre bom isso porque precisamos descobrir como elas vão atacar e como vão defender”, declarou a comandante do Brasil.

Ainda analisando o primeiro adversário do seu time no Torneio Internacional, a técnica sueca recordou positivamente o empate em 3×3 com as holandesas nos Jogos Olímpicos de Tóquio e afirmou que é necessário ter coragem para enfrentar a atual equipe vice-campeã mundial.

(Foto: Sam Robles/CBF)

“Aquele é um dos nossos melhores jogos. Tenho muito respeito pelo estilo de jogo delas e pelo novo técnico. Vai ser interessante notar se vão manter um pouco do estilo delas, mas elas estão com novas jogadoras também. Uma jogadora que está lá há algum tempo é Miedema. Nossa linha defensiva vai ser diferente, com novas jogadoras, e eu realmente quero que elas tenham a chance de enfrentar uma das melhores jogadoras do mundo. Pra isso, eu preciso ter coragem e elas também precisam ter coragem. É um pouco difícil porque nós temos jogadoras no meio da temporada, na Europa, algumas do Brasil, algumas já fizeram alguns jogos, e temos jogadoras dos EUA. E nós temos que misturar isso e fazer disso uma boa mescla. Por isso é ótimo ter três jogos, dar chance a várias jogadoras de jogar.”

E parece que esse é o intuito de Pia nesta competição: dar oportunidades às novas jogadoras para novos testes. “Temos algumas jogadoras novas na equipe, mas a principal coisa é como nos preparamos pra isso, porque a viagem foi bem difícil. Foi importante ter um treino hoje e é importante que elas estejam 100% depois do jogo. É importante pra nossa confiança ter um bom desempenho. E o jogo vai nos dar muitas respostas. Vocês vão ver novas jogadoras, mas espero que vejam o mesmo estilo de jogo”, declarou.

O retorno mais aguardado para a seleção é de Luana, que não é um rosto novo, mas ficou fora da seleção por quase um ano por conta de lesão no joelho (rompimento de LCA). Pia já havia afirmado que o retorno de Luana é como uma folha em branco e, nesta coletiva, voltou a opinar sobre o papel da meio-campista nesta nova fase do time.

Luana volta à seleção após lesão (Foto: Thais Magalhães/CBF)

“Vai ser ótimo ver Luana no campo, ela vai jogar, provavelmente no primeiro jogo. Ela precisa de jogos, era uma das melhores jogadoras antes de se machucar. Gostaria de vê-la nesse novo time, porque a gente está jogando de uma forma diferente do que antes da Olimpíada, então quero ver como ela vai ajustar sua forma de jogar nesse novo estilo. Luana é uma ótima jogadora, mas não fez muitos jogos antes de vir para cá. Quero dar a ela uma chance e, dependendo do seu desempenho, eu vou ter paciência com ela, espero que possa jogar mais jogos. E se ela continuar a contribuir como antes, vai ser importante para nós.”

De olho na Copa América, Pia quer aperfeiçoar o estilo de jogo do Brasil e pediu mais testes contra outras equipes. “Nós vamos tentar estar preparadas. Mas é preciso muitos treinos, jogos pra que o time esteja pronto para a Copa América. O que é importante é ter um bom desempenho e acreditar que as jogadoras estarão prontas para o próximo jogo. O torneio, com três diferentes adversários, vai nos dar respostas. Podemos jogar com Antonia como zagueira ou como lateral? As respostas vão seguir com os jogos delas na temporada e até julho, muita coisa pode acontecer, é importante acompanhar e dar feedback a elas”, finalizou a técnica.

A estreia da Seleção Feminina será diante da Holanda, às 14h (horário de Brasília), no dia 16. Na segunda rodada, terá a França pela frente, no dia 19, às 17h10 (horário de Brasília). Fechando a participação na competição no dia 22, o Brasil enfrenta a Finlândia, às 14h (horário de Brasília). Todas as partidas vão acontecer no estádio Michel D’Ornano, em Caen, na França, e terão transmissão do SporTV.

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