Brasil bate Itália por 1 x 0 e chega a 10 vitórias consecutivas

(Foto: Thais Magalhães/CBF)

Depois de vencer bem a Noruega na última sexta-feira, a Seleção Brasileira voltou a campo para encarar a Itália (15ª colocada no Ranking Fifa). Em Gênova, a equipe comandada por Pia Sundhage venceu as europeias por 1×0. O gol foi marcado por Adriana na 10ª vitória consecutiva do time brasileiro.

A partida de hoje marcou o 8º encontro entre as duas seleções e o Brasil segue invicto diante das italianas. Com a vitória de hoje, são 7 triunfos brasileiros e 1 empate. O Brasil marcou 20 gols e sofreu 7. Na última vez em que as duas equipes se cruzaram, Marta se tornou a maior artilheira da história das Copas do Mundo. Foi durante o Mundial de 2019, na França – ainda pela fase de grupos – quando o Brasil venceu as adversárias por 1×0.

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Com essa vitória, o Brasil sai com saldo positivo da Data Fifa. Foram duas vitórias conquistadas – em cima de equipes do top 15 da Fifa – com 5 gols marcados e 1 sofridos.

Este foi o 46º jogo do Brasil sob o comando de Pia e o retrospecto é de 29 vitórias, 11 empates e 6 derrotas. Com a vitória de hoje, o Brasil marcou 112 gols e sofreu 31.

O jogo 
(Foto: Thais Magalhães/CBF)

O Brasil foi a campo com Lelê, Antônia, Kathellen, Tainara e Tamires; Duda Sampaio, Ary, Adriana e Geyse; Kerolin e Bia Zaneratto.

E a Itália, comandada por Milena Bertolini, foi escalada com Giuliani, Bergarmaschi, Filangeri, Lenzini, Boattin, Galli, Rosucci, Greggi, Cernoia, Caruso e Giacinti.

Diferente do que aconteceu com a Noruega – quando o Brasil fez sua primeira finalização aos 50 segundos – a Itália apostou em uma postura mais ofensiva pra cima do Brasil e priorizou o toque de bola. Por outro lado, o Brasil passou a pressionar a saída de bola das adversárias.

Aos 10 minutos, o Brasil forçou a marcação na saída de bola da goleira italiana e Kerolin roubou a bola dentro da área. Mas, na hora de servir Bia, a camisa 10 falhou. Aos 16, o Brasil teve sua primeira grande oportunidade e ela aconteceu numa jogada de bola parada. Após cobrança de escanteio, a bola foi rebatida e sobrou para Ary, na entrada da área. A camisa 17 cabeceou alto, rumo ao gol e Geyse completou também de cabeça, exigindo uma ótima defesa, com uma das mãos, da goleira Giuliani.

(Foto: Thais Magalhães/CBF)

Aos 27 minutos, o Brasil criou uma chance graças ao oportunismo da Kerolin, que foi atrás da bola após lançamento ao ataque e, na indefinição da zaga para afastar o perigo, a atacante brasileira deu um toquinho na bola que acabou indo pra fora por muito pouco.

Aos 30 minutos, a Itália chegou com perigo. Após lançamento, Kathellen falhou na antecipação da marcação e Giacinti saiu de frente com Lelê. Na finalização da camisa 9, a goleira brasileira conseguiu fazer a defesa com os pés.


Com a Itália marcando forte a saída de bola, as brasileiras tentavam a ligação com lançamentos e isso dificultou demais a criação do time. Aos 42, Kerolin roubou a bola no meio de campo e serviu Geyse. A atacante partiu em velocidade, mas não conseguiu se livrar da marcação e finalizar com qualidade. E essa foi a última oportunidade criada pelo Brasil na primeira etapa.

Para o segundo tempo, Pia fez duas alterações: colocou Duda Francelino e Ludmila em campo nos lugares de Duda Sampaio e Bia Zaneratto. E logo aos 2 minutos, o Brasil abriu o placar. Antonia fez um preciso lançamento para Adriana, dentro da área. A camisa 11 dominou a bola, se livrando da marcação da zagueira e finalizou muito bem, no canto direito de Giuliani, sem chances de defesa. Esse foi o 13º gol de Adriana em 36 jogos com a camisa do Brasil.

Após boa troca de passes e movimentação, o Brasil levou perigo ao gol italiano. Aos 23 minutos, Tamires cobrou escanteio pelo lado direito e a bola sobrou para Ludmila, no canto oposto. Ela enfrentou a marcação perto da linha de fundo e cruzou para trás. Duda não conseguiu aproveitar, mas Kerolin apareceu na entrada da área e finalizou com perigo, exigindo boa defesa de Giuliani.

Adriana comemora seu gol com as jogadoras do banco de reservas (Foto: Thais Magalhães/CBF)

O Brasil voltou a ter uma boa chance de ampliar, aos 30 minutos, novamente após cobrança de escanteio de Tamires. A bola sobrou livre para Tainara, que subiu sozinha, mas cabeceou alto demais, passando longe do gol italiano. Pouco depois, Pia fez mais duas alterações: saíram Adriana e Ary Borges para as entradas de Ana Vitória e Yayá, que fez sua estreia pelo time principal, aos 20 anos.

Nos minutos finais, o Brasil controlou a partida. Se manteve firme defensivamente e trocou passes, tentando ligações ao ataque. Nos acréscimos, a Itália pressionou o Brasil e, em uma bola levantada para o gol, Lelê precisou afastar o perigo e fazer uma importante defesa com a ponta dos dedos. E, depois disso, não houve tempo pra mais nada.

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