De volta ao Brasil, Andressa Alves celebra sonho de jogar no Corinthians e relembra 1ª chuteira

Andressa Alves voltou para o futebol brasileiro depois de dez anos atuando fora do país. A meia-atacante passou por Estados Unidos, França, Espanha e Itália, mas ainda tinha um sonho pra realizar. O de voltar a jogar em seu país vestindo a camisa do Corinthians, o time do seu coração, como sempre fez questão de afirmar. “Não seria outro time, eu só voltaria pro Brasil se fosse pra jogar no Corinthians”, declarou a atleta em sua entrevista exclusiva às Dibradoras.

E já chegou vivendo a experiência de ser campeã Brasileira com o time do Parque São Jorge. “A forma como entramos em campo para representar a camisa do Corinthians é o que faz o time se manter no topo.”

Durante a entrevista, a atleta falou sobre seu retorno ao Brasil, sobre a evolução da modalidade por aqui, as recordações com a camisa da Seleção Brasileira diante da Inglaterra na Finalíssima de 2023 e resgatou memórias de sua 1ª chuteira, já que a Nike lançou a Phantom 6, chuteira desenvolvida para elevar a precisão dos atletas.

Foto: Nike / Divulgação

O modelo foi criado a partir de dados coletados pela Nike com atletas de diferentes níveis e regiões do mundo, que pediam uma chuteira capaz de aumentar as chances de gol e a eficiência dentro de campo. E segundo Andressa, ela dá conta do recado. “Além do conforto, ela encaixa muito bem no pé. A precisão dela pra bater na bola, pra encaixar, é muito boa!”, declarou.

Confira abaixo como foi o papo:

Por que decidiu voltar a atuar no futebol brasileiro?

“Tive uma carreira fora do Brasil da qual eu posso me orgulhar. Joguei em grandes times, quebrei recordes. Fui a primeira brasileira a jogar no Barcelona e na Roma, jogar na Itália foi muito especial pra mim. E estava na hora de voltar, já fazia muito tempo que estava fora (do Brasil), foram dez anos. Eu já tinha construído minha carreira e meu nome na Europa, em um momento que era bem difícil porque as jogadoras que saíam do Brasil no passado tinham que demonstrar muito futebol se manter na Europa por tantos anos. Não tinha tanto acesso como se tem hoje, né? Mas eu decidi voltar porque achei que era o momento certo, sempre tive vontade de jogar no Corinthians, não seria outro time, eu só voltaria pro Brasil se fosse pra jogar no Corinthians. Então, fiquei muito feliz de voltar, deu tudo certo e foi na hora certa.

Como está sendo a temporada e a performance no Corinthians?

Tá sendo muito legal, mas o começo da temporada pra gente foi bem difícil, até a gente engrenar, de todo mundo se entender em campo, de uma entender melhor a outra. Acho que no momento da temporada que foi mais decisivo, foi justamente quando estávamos melhores e foi quando conseguimos conquistar o título (Brasileiro) e viver esse momento com a camisa do Corinthians foi emocionante. Espero que nas próximas competições que ainda estamos disputando, a gente consiga conquistar o título também e terminar a temporada muito bem.

– ⁠Como você vê o momento do futebol feminino no mundo? E como vê o momento no Brasil?

Vejo uma evolução muito grande de quando eu saí (do Brasil) com o apoio que tem hoje das mídias, das CBF, da Federação Paulista. A gente tá sempre brigando por melhorias, e tem que brigar mesmo, porque sempre dá pra ser melhor. Mas acredito que tem uma evolução muito grande e os clubes também estão se estruturando bem pra poder fazer jogos interessantes. O público gosta de ver jogos competitivos, então, se todas as equipes conseguirem se fortalecer com ajuda das Federações, isso torna o nosso campeonato mais atrativo, até para trazer jogadoras de fora pra cá.

– ⁠Qual foi a emoção de ser campeã com estádio lotado vestindo a camisa do seu clube do coração?

Eu sempre acreditei que ia dar certo (ser campeã), ainda mais com o apoio da torcida, mas eu tava muito nervosa, não consegui dormir durante a semana inteira (pré-jogo), dormia muito mal porque sempre quis viver esse momento. Eu estava muito ansiosa pra chegar o dia da final e viver tudo aquilo com a minha família, com as pessoas que eu amo, com a Fran como repórter no campo foi mais do que eu sonhei, foi um momento muito especial.

– ⁠Qual é o principal diferencial do Corinthians no futebol feminino hoje em dia pra conseguir construir uma hegemonia tão grande?

Acho que a ambição das jogadoras é diferente. Tem jogadoras ali como a Tamires, a Gabi Zanotti e a Vic que já ganharam sete (campeonatos) Brasileiros e continuam com a mesma vontade de vencer como se fosse o primeiro. A forma como a gente entra em campo para representar a camisa do Corinthians é o que faz o time se manter no topo. E claro, ter o suporte do clube, com profissionais de excelência, a nossa preparação física, todo o staff. O Corinthians te dá a possibilidade de estar sempre no topo e isso faz total diferença pra manter essa hegemonia toda.

E a torcida do Corinthians é fora de série. Eu já estive do outro lado, eu sei como é o apoio e que eles vão estar sempre ali. É uma torcida que cobra – e tem o direito de cobrar – e a gente tem sempre que entregar nosso melhor, principalmente raça dentro de campo. Às vezes a vitória pode ser que não aconteça, mas é preciso lutar. É disso que o torcedor corinthiano gosta, de você lutar até o final.

– ⁠Você vê hoje outros clubes chegando perto a ponto de incomodar essa hegemonia?

Com certeza! O próprio Cruzeiro, que chegou na final (do Brasileiro) e fez um campeonato excelente. Acho que quanto mais se aproximar (do nível do Corinthians), melhor: os jogos ficam mais atrativos, tem uma disputa e uma rivalidade maior, isso é muito importante. É ruim quando um time está disparado na frente e os outros só brigando por baixo. Então, isso faz a gente ser melhor, buscar algo a mais e foi o que aconteceu no final do Brasileiro: buscamos o algo a mais pra continuar sendo campeão.

– ⁠o Brasil jogará contra a Inglaterra em outubro e no último Brasil x Inglaterra (na Finalíssima de 2023) você fez um gol importantíssimo com Wembley lotado. Qual foi o sentimento naquele jogo e como vê o momento dessas duas seleções para esse confronto?

Ah, acho que foi um dos gols mais importantes que eu fiz na minha carreira com a camisa da Seleção, no minuto que foi, faltando pouco tempo pra acabar o jogo. O sentimento foi muito especial, senti adrenalina, parecia que o estádio estava vindo abaixo com a gente no gol de empate. Eu falei: ‘agora dá, a gente vai pra disputa de pênaltis e vai ser nosso, não tem como’. Mas o futebol sempre está ali pra te pregar algumas peças, né? Geralmente quando você empate um jogo dessa forma, tinha tudo pra gente ser campeãs, mas não aconteceu. Mas o Brasil, no ano que vem, vai estar lá de novo na final contra a Inglaterra e a revanche tá aí pra gente poder vencer. E tenho certeza que a Seleção vai chegar muito bem preparada porque vem fazendo grandes jogos, principalmente quando pega seleções do Top 3, o Brasil joga muito bem!

Foi um dos jogos mais importantes que fiz com a camisa da Seleção porque foi o primeiro jogo da Finalíssima, e a primeira é sempre muito especial. Joguei Copa do Mundo e Olimpíada, mas a Finalíssima foi um momento muito importante pra gente e ano que vem vou torcer muito pra nossa Seleção ser campeã.

– Recentemente você participou da campanha da chuteira da Nike, a Phantom 6. Como foi participar desse lançamento?

A minha primeira chuteira eu peguei emprestada. Porque, você sabe, alguns anos atrás, eu não tinha condições de comprar uma chuteira. Então peguei emprestada, com um número maior, pra eu poder fazer meu primeiro teste. Mas a lembrança que eu tenho, assim, em mente, da primeira chuteira que tive é a da Nike, que a Fran comprou pra mim de presente. A primeira chuteira top de linha que eu tive era da Nike e a Fran também sempre gostou de Nike.

E o que você preza em uma chuteira? Quais são as características mais importantes?

O que eu mais gosto dessa Phantom 6 é que além do conforto, ela encaixa muito bem no pé. A precisão dela pra bater na bola, pra encaixar, é muito boa! Parece que você tá batendo diretamente do seu pé na bola, de tão leve e confortável que é a chuteira. Isso faz total diferença pro atleta porque se a chuteira ficar um pouco larga, é ruim até no jeito que você finaliza, faz cruzamento. Ainda mais eu que sou meia, que bato muita bola parada, então isso faz muita diferença. Um fator de destaque dela é a precisão, tanto de passe como finalização.

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