Quando começamos esse projeto em 2015, não sabíamos exatamente onde ele nos levaria. Só sabíamos que havia algo errado: as mulheres sempre estiveram no esporte, mas quase nunca no centro da conversa. Nós, Renata, Roberta e Angélica, viemos de trajetórias diferentes — do jornalismo, da comunicação, do amor profundo pelo futebol — mas compartilhávamos a mesma inquietação: por que ainda somos exceção?
Foi dessa vontade de fazer diferente que nasceu o Dibradoras. Um espaço onde mulheres pudessem ser protagonistas, onde nossas histórias fossem contadas com verdade, respeito e brilho nos olhos. Não queríamos apenas falar sobre esporte. Queríamos falar do nosso lugar no esporte.
De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Fomos pioneiras em cobrir o futebol feminino com profundidade e sensibilidade. Estivemos nas Copas, nos Jogos Olímpicos, nas arquibancadas e nos bastidores. Participamos de programas, assinamos colunas, criamos podcasts. Mas, acima de tudo, abrimos caminho — para tantas outras mulheres, meninas e pessoas que também acreditam que o esporte é um território de igualdade, representatividade e transformação.
Cada matéria, cada entrevista, cada vídeo que publicamos tem um propósito: mostrar que não estamos mais à margem. E que a presença feminina no esporte é uma realidade que só tende a crescer.
O futuro? A gente vê com coragem. Queremos estar cada vez mais presentes, mais diversas, mais plurais. Queremos continuar contando as histórias que ainda não foram contadas. Inspirar meninas a correrem atrás do que quiserem. Porque, no fim das contas, nosso maior troféu é ver outras mulheres ocupando todos os espaços.
Obrigada por caminhar com a gente ao longo desses 10 anos. Seguimos juntas, firmes e fortes, driblando estereótipos — e mudando o jogo, todos os dias.
Com carinho,
Renata, Roberta e Angélica
As Dibradoras



