Futebol Feminino

Sawa e Rampone: as veteranas finalistas da Copa do Mundo 2015

Nessa quinta-feira (3), a FIFA divulgou a lista de candidatas a craque jovem dessa Copa do Mundo, prêmio para o qual são elegíveis apenas jogadoras nascidas a partir de 1995. Enquanto Hegerberg (NOR), Buchanan (CAN) e Tang Jiali (CHI) aguardam o que pode vir a ser a sua primeira conquista individual em torneios internacionais, as veteranas e finalistas Homare Sawa (JAP) e Christie Rampone (EUA) iniciam suas despedidas dos gramados com coleções invejáveis de títulos, gols e recordes.

HOMARE SAWA
Japão / 36 anos / meia-atacante

Das sete edições de Copa feminina realizadas até hoje, incluindo o torneio desse ano no Canadá, Sawa esteve em seis delas. Em entrevista ao Fifa.com, ela declarou que essa seria sua última Copa, mas que gostaria de ainda poder disputar a Olimpíada no Brasil.

Sim, essa será minha última Copa do Mundo, mas eu ainda quero continuar jogando futebol o quanto minha mente e meu corpo deixarem. É claro, se eu ainda tiver a oportunidade, eu amaria jogar o Torneio Olímpico no ano que vem

A craque japonesa foi artilheira e melhor jogadora da Copa do Mundo de 2011, na Alemanha, quando o Japão conquistou seu primeiro título. A atuação impecável no torneio, selada com um golaço decisivo de calcanhar na final contra os Estados Unidos, ainda rendeu a Sawa o prêmio Bola de Ouro de Melhor Jogadora do Mundo pela FIFA, superando as estrelas Marta e Abby Wambach.

No próximo dia 05 de julho, mesmo que do banco de reservas, Sawa espera que sua equipe repita o feito da última edição e iguale a Alemanha e os EUA com a conquista do bi consecutivo.

CHRISTIE RAMPONE
EUA / 40 anos / zagueira

Do outro lado da final, nada menos que a capitã do bi-mundial dos EUA em 1999 e a única atleta do futebol norte-americano a disputar quatro Olimpíadas. Christie Rampone ostenta uma coleção de três ouros olímpicos e quatro participações em Copas do mundo.

No final de 2012, em entrevista ao ESPN.com, Rampone estava na dúvida sobre a sua aposentadoria após os Jogos de Londres. Enquanto suas companheiras e a comissão técnica pediam para que ela ficasse para disputar a Copa em 2015, a mãe das pequenas Rylie e Reece avaliava o peso da rotina de treinos e viagens na sua vida pessoal.

Decisão tomada, e a zagueira foi ao Canadá para bater um novo recorde: ela é agora a jogadora mais velha a atuar em um Mundial da FIFA. E, se sua equipe vencer o Japão nesse domingo na grande final, ela poderá se despedir dos gramados com uma bagagem ainda mais recheada.

Rampone
Rampone celebra o ouro olímpico em Beijing com a filha Rylie. Reprodução/Daily News