Futebol, Futebol Feminino

Santos confirma Emily Lima, ex-técnica da seleção, no comando das Sereias da Vila em 2018

*Por Renata Mendonça e Roberta Nina Cardoso

Atual campeão brasileiro de futebol feminino, o Santos buscou se reforçar para a temporada de 2018 e, conforme as ~dibradoras anteciparam aqui, começou o ano anunciando um nome de peso. Emily Lima, a primeira mulher a comandar uma seleção brasileira de futebol, foi confirmada como também a primeira mulher a comandar o Santos Futebol Clube.

Desde que foi demitida da seleção principal em setembro – quando a CBF alegou “falta de resultados” para encerrar a passagem de apenas dez meses da treinadora com 56,4% de aproveitamento -, Emily disse que queria passar uns meses fora do futebol até que surgisse uma nova boa oportunidade.

Ela chegou até mesmo a ser sondada para trabalhar fora do país. No entanto, o novo presidente do Santos, José Carlos Peres, que assumiu depois da gestão histórica de Modesto Roma pelo futebol feminino, colocou como uma das prioridades de sua administração aumentar o número de torcedoras santistas. Isso envolvia também manter o forte projeto da equipe feminina, que tem no clube uma das melhores estruturas do país. Para tanto, era preciso investir em um time de qualidade, a começar pelo treinador.

No caso, a treinadora. Emily Lima foi o nome escolhido pelo Santos para comandar o time de futebol feminino neste ano e assumiu o cargo nesta semana. 

Com a experiência que acumulou na própria seleção brasileira, onde implementou uma filosofia de jogo mais ofensiva e compacta, além da que já tinha tinha somado em mais de 20 anos de futebol, Emily chega para substituir o então técnico campeão brasileiro, Caio Couto, à altura.

O Santos foi campeão brasileiro em 2017 com a Vila Belmiro lotada no jogo de ida

A treinadora já havia feito história em 2013 ao se tornar primeira mulher a comandar as seleções de base (sub-15 e sub-17) na CBF, depois teve uma passagem vitoriosa pelo São José com o vice-campeonato brasileiro e o título do Paulista, até chegar à seleção principal de onde saiu à revelia das jogadoras – que chegaram a fazer um abaixo-assinado pedindo para que ela não fosse demitida.

Além disso, Emily é uma mulher que sempre buscou se preparar desde que decidiu seguir a carreira de técnica. Ela está terminando os cursos de licença de treinador da CBF, já fez outros inúmeros relacionados à profissão até mesmo fora do país e buscou estágios com técnicos do masculino para se aperfeiçoar – como fez quando passou alguns dias com Cuca, quando ele ainda comandava o Palmeiras em 2016.

O desafio dela para 2018 será manter o Santos no topo, brigando pelos principais títulos do Brasil e ainda disputando a Libertadores da América no segundo semestre. Com a perda da artilheira argentina Sole James – que foi transferida para o futebol chinês -, Emily terá que repor à altura a posição com uma atacante. Há especulações de que um possível nome para essa substituição seja Darlene, do Rio Preto, que também sempre figura entre as maiores goleadoras do campeonato, e/ou Byanca Brasil, artilheira do Corinthians na temporada passada, que já anunciou que não ficará no time em 2018.

 

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