Futebol Feminino

Obrigada, Wambach.

 

Copa do Mundo de 2011, Brasil x Estados Unidos nas quartas de final. As nossas meninas ganhando por 2×1, minutos finais da prorrogação. Megan Rapinoe com a bola nos pés faz um lançamento longo. A Andréia passou direto, você coloca a cabeça e marca. Fomos aos pênaltis e perdemos. Naquele dia, eu te odiei, Wambach.

Lembro que dali em diante, vi você ganhar mais destaque, mais liderança, vi você fazer mais gols. Vi até um vídeo com TODOS os seus gols pela seleção americana. 184 gols em 254 jogos. Nenhum outro atleta, homem ou mulher, marcou tantos gols por sua seleção quanto você marcou pelos EUA. Nem Marta, nem Mia Hamm, nem Pelé, nem ninguém. Só você.

Eu sei também que http://findviagrapills.com/convincing-reasons-to-visit-an-urologist-even-if-you-are-healthy/ aquele encontro em 2011 não foi nosso primeiro, Brasil x EUA tiveram muitos momentos. Muitos momentos doloridos para nós, inclusive. Mas naquele dia minha dor tinha nome e era o seu nome, Abby Wambach. Mas ao mesmo tempo que te odiava, não conseguia deixar de amar. Como não achar incrível a noção de posicionamento na área? Como não achar linda a sua técnica de cabeceio? E seu posicionamento dentro e fora de campo? Como não querer você no meu time? Difícil, te amava mesmo.

Foi vendo você falar sobre a dor da derrota na final de 2011 que te amei ainda mais. Queria que um jogador da seleção do 7×1 tivesse a mesma consciência e vontade de se superar que você tem. Você me deixou com inveja, Wambach. Tanto amei te odiar que em 2015 resolvi torcer um pouco por você. Fiquei lá assistindo aos jogos da Copa do Mundo, e assim que o Brasil foi eliminado, me vi torcendo para você levantar a taça. Fiquei feliz. Você merecia esse momento.

Agora você se despede. Alguns ouros olímpicos, uma Copa do Mundo, título de melhor do mundo. Outra que nem você não vai existir. Talvez surjam parecidas, “a nova Wambach”, mas igual não vai ter. Vou ficar com saudade. Obrigada pelas lições de cabeceio, pelas demonstrações de liderança dentro e fora de campo. Obrigada por se posicionar, por não se conformar com o armário, por dar aquele beijo na sua esposa ao final do jogo. Obrigada por todos os gols, até aqueles 7 que você marcou contra o Brasil.

Amei te ver jogar. Amei até quando te odiei.

One Comment

Comments are closed.