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Metas para 2018: 4 resoluções para trazer o esporte para sua vida no ano que vem

Quando chega o fim do ano, é comum começarmos a fazer planos para o ano seguinte. É um tempo de avaliação sobre o que fizemos nesses 365 dias – até para responder àquela insistente pergunta da Simone do “então é Natal, e o que você fez?” – e reflexão sobre o que queremos fazer de diferente nos próximos 365.

Cada um tem sua meta, sua resolução e é difícil encontrar uma que sirva para todo mundo. Mas se pudéssemos dar um conselho a todas as pessoas do mundo – homens, mulheres, crianças, idosos, de todas as idades, gêneros e orientações sexuais -, ele seria muito simples: coloquem o esporte na vida de vocês em 2018.

DESTAQUE: Retrospectiva 2017: as maiores conquistas das mulheres no ano

A gente sabe que a vida é corrida, que nunca sobra tempo para nada, que o trabalho nos suga, os boletos acumulam, a rotina nos engole. Mas gosto de usar uma frase específica para combater essas justificativas: “tempo é questão de prioridade”. É claro que é complicado arrumar tempo para fazer tudo o que precisamos e que o esporte, em geral, costuma ficar em segundo plano diante de tantas coisas importantes que temos para resolver. Mas o conselho aqui é justamente esse: priorize o esporte para sempre conseguir achar tempo para ele.

Vamos a alguns motivos pelos quais você deveria fazer isso (baseado em pesquisas cientificamente comprovadas): esporte melhora a autoestima; é essencial para ter uma vida saudável (colesterol, pressão alta, sobrepeso, tudo isso pode ser equilibrado com a prática esportiva); melhora o humor e combate a ansiedade (problemas mais que comuns na vida moderna, não é mesmo?).

Se você é mulher, temos um motivo ainda mais gritante pelo qual você deveria adotar essa resolução de Ano Novo: 83% da população feminina acima de 15 anos não pratica nenhum esporte. Segundo uma pesquisa feita pelo IBGE em 2015, existem 100 milhões de brasileiros acima de 15 anos sedentários (que não praticam nenhuma atividade física) – desses, 70 milhões são mulheres. Traduzindo: a cada 100 mulheres com mais de 15 anos de idade, OITENTA E TRÊS não pratica esporte.

E quando a gente começa a pensar por que isso acontece, o resultado ainda é mais alarmante. É só fazer esse exercício: vocês, mulheres, foram incentivadas à prática esportiva quando crianças? Mas, se foram incentivadas, o que as levou a parar? Por que hoje o esporte não faz mais parte da sua vida?

Fazendo essa reflexão, acreditamos que muitas irão perceber que o que as afastou dessa prática foram circunstâncias da sociedade: falta de incentivo, falta de outras mulheres para praticar esporte junto, falta de lugar para fazer isso (já que a maioria dos lugares esportivos é ocupado por homens), falta de tempo (porque mulheres precisam dar conta das outras responsabilidades que a sociedade coloca nelas – os filhos, a casa, etc), falta de segurança (o medo de andar de short na rua, o medo de sofrer uma violência sexual).

E o problema, então, é que as mulheres ainda estão sendo privadas dos benefícios trazidos pelo esporte por não estarem inseridas nesse meio.

Por isso, aqui sugerimos quatro resoluções simples para que, em 2018, o esporte comece a fazer parte da sua vida.

1 – É tempo de começar a se mexer

Vamos começar simples, “despacito”, como diria a música. Sabemos que é difícil, de cara, já separar um tempo todos os dias para começar uma atividade física. Então sugerimos algo ainda mais fácil, inserindo na sua rotina algumas “doses” de esporte para criar gosto pela coisa.

Você pode começar com uma caminhada básica. Por exemplo, você desce uma estação de metrô (ou de ônibus) antes da mais perto da sua casa e/ou do trabalho e caminha até o destino final num ritmo menos de lazer e mais de atividade física. Esse andar ao ar livre, observando o vaivém dos carros e das pessoas já vai ajudar você a perceber que 15 ou 20 minutos de esporte por dia não vai te fazer mal algum – muito pelo contrário.

Você pode também adotar a bicicleta como meio de transporte em um dia da semana, por exemplo. É outra maneira de colocar aos poucos algo de esporte na sua rotina – garanto que, em pouco tempo, você vai perceber os benefícios e não vai mais querer largar.

Os benefícios do esporte até na terceira idade – mulheres praticam vôlei adaptado em Itatiba

2 – Permita-se viver a experiência completa do futebol indo ao estádio

Principalmente para as mulheres, ir ao estádio ver um jogo do seu time de futebol não é algo tão simples. Às vezes falta companhia e ir sozinha (como já falamos aqui) é um grande desafio, pelos medos que essa experiência sempre impõe – do assédio, principalmente. Mas o conselho para elas é: permitam-se viver a experiência completa do futebol em 2018.

Para as que nunca foram a um jogo, é válido o esforço para fazer isso ao menos uma vez no ano que vem. Se faltar companhia, anuncie no seu facebook, nas redes sociais, nos comentários desse post, que seja, e vamos fazer uma rede de mulheres para ir com você. O arrepio que você vai sentir ao pisar pela primeira vez na arquibancada é contagiante – duvido que vá querer sair de lá tão cedo!

Torcedora gremista que enviou foto para nós do jogo da Libertadores na Arena

3 – Ver “in loco” um evento esportivo feminino

A gente sempre fala por aqui das modalidades femininas, renegadas ao esquecimento pelo machismo que ainda domina a área esportiva. Os veículos de imprensa quase nunca mencionam os esportes delas – a não ser quando for para fazer uma galeria de musas ou exaltar a beleza de uma atleta.

Por isso, fazemos o convite aqui para que, em 2018, você vá a um jogo, uma luta, uma corrida, ou qualquer outro evento esportivo feminino. Teremos Campeonato Brasileiro de futebol feminino a partir de abril – muitos jogos têm entrada gratuita, diga-se -, teremos Campeonato Paulista Sub-17 de futebol feminino a partir de março, temos Superliga de Vôlei Feminino rolando agora, temos a Liga de Basquete Feminino começando em janeiro, teremos o Maria Lenk de natação no Rio de Janeiro (em geral, acontece em abril), temos competições de ginástica, de judô, etc, etc, etc.

Final do Brasileiro de Futebol Feminino com a Vila Belmiro lotada

O importante é ir atrás e prestigiar o esporte delas, que ainda sofrem tanto com a falta de apoio e visibilidade – quem sabe isso não pode acabar te inspirando a praticar algum deles também?

4 – Começar (ou voltar) a praticar um esporte

Aqui vai o desafio maior, o mais difícil (porém o mais recompensador) entre todas essas resoluções. Em 2018, comece (ou retome) a prática de algum esporte que te despertar interesse.

Se você é daquelas que nunca foi incentivada a nada relacionado a esporte, o primeiro exercício será descobrir o que mais lhe apetece, por assim dizer. Que tipo de esporte combinaria com você? Você prefere os individuais, que não dependam de outros para colocar na rotina, ou os coletivos, que te trarão um novo convívio social, novas amizades, etc?

Tente resgatar na memória se, lá na infância, já houve algum esporte que te despertou mais interesse. Desde dança/ballet até judô, algum tipo de luta ou arte marcial, natação, vôlei, etc.

Pode ser corrida também. Ou bike. Skate. Surf. Futebol. Futevôlei. Badminton. Pode ser até beerpong (ok, esse não vale como esporte, rs).

SAO PAULO – SP – 10.01.2017 – Paulistanos correm no Parque Ibirapuera. Foto para reportagem de capa do Guia, sobre corrida de rua. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, REVISTA SAO PAULO)

E aí vem a grande dificuldade, que será encontrar companhia, lugar e tempo para praticar essa atividade. Aqui a gente deu algumas dicas sobre como começar a praticar um esporte – e há na descrição do vídeo uma dezena ou mais de lugares que você pode procurar para isso. Mas use suas redes sociais, fale com os amigos, recorra à internet se preciso…temos certeza de que, com “foco, força e fé”, no maior estilo moderno da hashtag, vai dar para encontrar um lugar legal para começar a praticar seu novo esporte preferido.

Não será necessário muito tempo para você perceber o quanto estava perdendo longe disso. O estresse vai ficar para trás, sua qualidade de vida vai melhorar, você ganhará novos amigos e logo estará se questionando: por que eu demorei tanto para descobrir isso?

Em 2018, seja uma ~dibradora 🙂

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