Futebol, Futebol Feminino

A luta pelo futebol feminino continua, só que agora visto a camisa do Santos, diz Emily

Emily Lima já foi apresentada oficialmente e deu início ao seu novo trabalho, agora no comando do Santos Futebol Clube. Depois de uma saída conturbada da seleção brasileira, ela pretende escrever uma nova história à frente de um dos principais times de futebol feminino do país.

Divulgação / Santos Futebol Clube

Falando como treinadora do Santos, Emily deixou claro que não deixará para trás a luta por melhorias na modalidade – mas agora focará suas energias nas cores que defende.

Acho que nossa luta continua, só que de uma maneira diferente. Hoje minha luta, é claro que é pela melhora da modalidade, no que a gente puder ajudar, a gente está disposto a isso, mas agora é focar na melhora da modalidade no nosso clube”, afirmou às dibradoras.

“Antes pensando em seleção você pensa no Brasil todo, agora quero usar todas as minhas energias no clube que hoje estamos vestindo a camisa. Hoje defendo o branco e preto até onde puder. Lá não foi possível contribuir, então agora a gente vai contribuir com o Santos.”

Na conversa com a reportagem, ela comentou sobre os planos que tem para o atual campeão brasileiro nesta temporada e sobre como pretende repor a perda da artilheira Sole James – a atacante Darlene, ex-Rio Preto, estava nos planos da treinadora, mas uma proposta do Benfica a tirou do mercado brasileiro.

Veja a entrevista completa:

~dibradoras: Qual será seu maior desafio no Santos nesta temporada?

Emily Lima: Maior desafio com certeza são as 3 competições importantíssimas que temos esse ano. Mas acho o principal é dar sequência no título de campeão brasileiro, acredito que isso já é uma missão e um desafio bastante grande. O futebol é assim, confirmação a todo momento. A gente fez um planejamento de um ano, então criamos algumas estratégias para esse ano de 2018 com as 3 competições (Brasileiro, Paulista e Libertadores). Temos algo na manga que a gente pensa em fazer, não podemos focar em todas as competições ao mesmo tempo, infelizmente, então estamos tentando alinhar nesse sentido.

~dibradoras: A artilheira Sole James deixou o Santos para ir jogar na China. Como pretendem repor essa peça tão importante?

Emily: Perdemos uma grande jogadora, artilheira do Santos, e logo que chegamos tentamos trazer algumas peças que poderiam jogar ali naquela função, com as mesmas características ou parecidas. Mas o mercado brasileiro é bastante complicado e, pra brigar com mercado europeu, é mais complicado ainda. Então estamos trazendo quatro atletas, e aí vamos manter todas do grupo que já estava. O grande problema é que o elenco vai ficar grande, mas estamos criando uma estratégia para trabalhar bem isso. E vamos suprir a saída da Sole com jogadoras que não estavam sendo muito bem aproveitadas, acredito que o próprio grupo vai suprir a saída dela.

Divulgação / @pegazevedo

~dibradoras: O Santos tem um novo presidente à frente do clube agora, José Carlos Peres. Como ele pretende dar continuidade ao trabalho que era feito no futebol feminino do clube?

Emily: A estrutura que o Santos tem hoje do feminino já é muito boa e eles querem dar um passo à frente e colocar as coisas no lugar. Eles perceberam que algumas coisas estavam um pouco desorganizadas, então querem melhorar isso, não só no futebol feminino, mas no clube como um todo.

O plano com as categorias de base, por exemplo, continuam. A ideia do Santos é fazer um projeto, escrever um projeto sobre isso, retratando a importância da base. O nosso gerente de futebol feminino já deixou muito claro a importância que é ter uma categoria de base, que não adianta termos um time bom no adulto e nao ter uma base muito boa também. No feminino às vezes a gente acaba começando de cima pra baixo e não o contrário. Não estarei muito envolvida nisso, claro que o gerente vem conversando com toda a comissão, ele deu aval pra gente dar opinião, e aí vai ter alguém que vai tomar a frente disso. Eu disse a ele que não dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo, ou a gente foca no adulto nas três competições, ou na base. Se focar nos dois não vai sair nenhuma das duas coisas boas.

~dibradoras: Seu último trabalho foi na CBF e na saída você deixou claro que não está satisfeita com a forma como a entidade trata a modalidade. Como pretende continuar a lutar por melhorias, agora em um dos maiores clubes do país?

Emily: Acho que nossa luta continua, só que de uma maneira diferente. Hoje minha luta, é claro que é pela melhora da modalidade, no que a gente puder ajudar, a gente está disposto a isso, mas agora é focar na melhora da modalidade no nosso clube. Antes pensando em seleção você pensa no Brasil todo, agora quero usar todas as minhas energias no clube que hoje estamos vestindo a camisa. Hoje defendo o branco e preto até onde puder. Lá não foi possível contribuir, então agora a gente vai contribuir com o Santos.

Meu principal objetivo eu já alcancei, que foi saber do presidente, do vice, do nosso gerente se essa comissão técnica poderia trabalhar, e eles disseram que sim. Já foi um grande objetivo alcançado, poder ter liberdade para trabalhar.

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