Futebol Feminino

'Futebol feminino nos Estados Unidos é tão importante quanto o futebol masculino', diz dono do Orlando City

Orlando Pride. Assim será chamado time de futebol feminino do Orlando City. O clube americano, que tem Kaká como a sua principal estrela, anunciou na última terça-feira, 20 de setembro, a criação de uma equipe feminina para disputar a National Women’s Soccer League (NWSL), liga profissional dos Estados Unidos, de 2016. As meninas serão comandadas pelo ex-treinador da seleção americana, Tom Sermanni.

“Foi um convite rápido. Recebi uma ligação e aceitei. Não tive dúvidas. O Orlando é uma grande equipe, bem estruturada. Estou muito feliz de estar aqui”, disse o treinador de 61 anos, em entrevista exclusiva ao site. “Eu mal posso esperar para começar a construir um legado de sucesso com o Orlando Pride. Ao longo das próximas semanas e meses, vou trabalhar com a direção para construir nossa comissão técnica e elenco, trazendo alguns dos maiores talentos do futebol feminino para Orlando”, continuou.

Fala que foi reforçada pelo dono do time, Flávio Augusto da Silva. “Temos como objetivo formar um time forte, bem relevante. Estamos trabalhando para trazer umas estrelas, ainda não posso revelar os nomes. A gente quer ver nossas atletas na Copa do Mundo, nas Olimpíadas e também conquistando títulos dentro dos Estados Unidos”, revelou o empresário ao Dibradoras.

 

Tom Sermanni, ex-técnico da seleção e atual  treinador do Orlando Pride
Tom Sermanni, ex-técnico da seleção e atual treinador do Orlando Pride

 

 

Quando questionado sobre os motivos que o levaram a investir na criação de um time feminino, Flávio citou a crescente relevância da modalidade dentro dos Estados Unidos. De acordo com ele, um indicador importante foi a Copa do Mundo de Futebol Feminino. A final entre a seleção americana e o time do Japão alcançou a marca de 25,4 milhões de telespectadores, recorde de audiência para jogos de futebol no país.

“O futebol feminino nos Estados Unidos é tão importante quanto o futebol masculino. Nós temos 3000 crianças nas nossas escolas de futebol em Orlando, 50% [do público] é feminino e 50% é masculino. Outro indicador interessante é que um dos maiores recordes de audiência nos EUA foram, recentemente, nos jogos da Copa do Mundo Feminina, que aconteceu no Canadá e o Estados Unidos foi campeão. Esse é o primeiro aspecto, a popularidade do futebol feminino dos Estados Unidos. O segundo é o nosso papel como comunidade,  de querer difundir o futebol nos EUA como uma alternativa de esporte cada vez mais aderida”, explicou.

Somado a isso, obviamente, existe ainda a questão do marketing. Através do futebol feminino, o Orlando City ganha visibilidade em países como Japão, Suécia e Alemanha, onde o futebol feminino é mais difundido.

Os boletos de temporada para o ano de estreia do Orlando Pride na NWSL já estão à venda para donos de carnês da temporada do time masculino, que disputa a MLS. A venda para o público em geral começa no próximo dia 25 de outubro, através do site oficial (www.Orlando-Pride.com). Os ingressos começam em 13 dólares por jogo na fase inicial de vendas, para 10 partidas da temporada regular.

Assim, com a adição do Orlando Pride à NWSL, a liga passa a contar com 10 equipes para a temporada 2016. O Pride se juntará ao Boston Breakers, Chicago Red Stars, Houston Dash, FC Kansas City, Portland Thorns FC, Seattle Reign FC, Sky Blue FC, Washington Spirit e ao Western New York Flash.