esporte

Esporte é #PARATODOS – Mulher, atleta e deficiente: o que isso me ensinou

susana

Existe uma força que nos conecta com o esporte e que vai muito além da bola rolando ou do que acontece no campo, na quadra ou na piscina. A vontade de vencer obstáculos, de chegar mais longe, o sentimento de que nada é impossível e de que desistir não é uma opção – esporte é muito mais do que um jogo.

Mas o melhor de tudo é que o esporte, apesar de muitos tentarem defender que não, é algo PARA TODOS. Brancos, negros, ricos, pobres, homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, deficientes ou não: ali tem lugar para todo mundo. E quem ainda duvida disso, precisa conhecer histórias como essa (elas estão no filme ParaTodos, que estreia nos cinemas neste 23 de junho).

Susana Schnarndorf era triatleta, foi pentacampeã brasileira de triatlo, mas descobriu há 10 anos que tem uma doença degenerativa que paralisa toda a musculatura. A partir daí, ela não sabia se sobreviveria por um ano, três, cinco ou 10. Mas estava certa de uma coisa: não iria desistir.

“A maior lição que o esporte já me deu é que a gente cai, tropeça, mas tem que aprender a levantar de novo. A gente não pode desistir”, disse às dibradoras a atleta da natação paralímpica aos 49 anos.

Foi aí que Susana conheceu o esporte paralímpico e viu nele a possibilidade de realizar o sonho que sempre teve: o de ser campeã mundial (em Montreal, em 2013) e disputar uma Olimpíada (os Jogos Paralímpicos deste ano, no Rio).

“Minha doença não me impediu de nada. Pelo contrário, ela me permitiu realizar os sonhos que sempre tive.”

Desde que descobriu a doença, Susana precisou reaprender a nadar, agora enfrentando as limitações musculares do seu corpo, que aumentavam de tempos em tempos.

susana2

“Agarrei com as duas mãos e com o coração a oportunidade que tive e me apaixonei pelo esporte paralímpico. Acho que o esporte paralímpico é muito diferente do olímpico por esse coração da gente mesmo. Todo mundo aqui já passou por um problema sério ou já nasceu assim – e todo mundo é feliz assim. Eu aprendi a me aceitar e isso é muio importante.

Susana sempre disputou uma prova que tinha no próprio nome os traços de machismo. Como mulher, ela participou 13 vezes do IronMAN, e aprendeu desde cedo a ~dibrar o preconceito (agora também por ser deficiente).

“Acho que tem preconceito, sempre teve, mas eu não ligo pra isso. Eu fiz vários ‘Ironman’, homem de ferro, eu era a mulher de ferro da prova, e acho que o importante é a gente ter um foco, um sonho e lutar por ele. Independente do sexo, deficiência, eu nunca desisti do meu sonho.”

Susana é a prova viva de que esporte não é só um jogo, uma prova, uma medalha. E o filme PARATODOS é uma lição de vida que todos precisam ter.

Esporte é para homens, mulheres, gays, deficientes…esporte é PARATODOS

One Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *