Futebol Feminino

Chegou a hora da revolução: faça parte dela!

The British Ladies Football Club North Team in 1895. Mrs Grahams XI are believed to be the first official women's football team in the UK and were set up by Helen Mathews who played under the pseudo name Mrs Graham in 1881. See SWNS story SWWOMEN; When women were battling to win the vote they knew exactly how to do it -- form the UK's first football team. Pioneering girls in Stirling stripped off their corsets and took to the pitch in an effort to change history. The team was set up alongside the Women's Rights movement in 1881 and experts believe the team directly helped women win the local government vote in Scotland by causing a stir on the football pitch in their revealing bloomers and blouses. The historic information was gathered by football historian Stuart Gibbs, 47, while completing an art exhibition called Moving the Goals Posts, which is touring the country.
Crédito: SWNS.com

 

Estamos vivendo tempos memoráveis. Nunca se falou tanto sobre a necessidade de igualdade de gênero em todas as áreas da sociedade. E o futebol não poderia ficar fora disso. Por isso, mais de cem técnicas, jogadoras e dirigentes desse esporte bretão decidiram fazer alguma coisa.

Elas escreveram esse manifesto incrível com propostas mais do que necessárias para levar ao Comitê de Reforma da Fifa e exigir que medidas sejam tomadas para acabar com a discriminação de gênero no futebol. Basicamente, elas pedem maior representatividade de mulheres no Comitê Executivo da Fifa – hoje são apenas 3 de 26 membros – e mais investimento para permitir que meninas e mulheres tenham acesso ao futebol tanto quanto os homens.

É fato: está acontecendo uma revolução. E precisamos participar dela. Como? É só assinar esse abaixo-assinado e ecoar esse grito de tantas mulheres que merecem poder amar esse esporte tanto quanto os homens. Na carta, já há assinaturas das principais jogadoras de futebol, de técnicas, de atletas de outros esportes, de homens que também apoiam a causa. Só falta a sua. Bora assinar? Aqui está o link para fazê-lo (e abaixo, temos a tradução de boa parte da carta – veja o quanto ela é importante!).

CAMPANHA #WOMENINFIFA – Carta ao Comitê de Reforma da Fifa

“Em 111 anos de existência desde que a Fifa surgiu, mulheres ainda são muito sub-representadas em todos os níveis do jogo mais amado do mundo. (…) Somente 3 dos 26 membros do Comitê Executivo da Fifa são mulheres; menos de 1% dos representantes com poder de voto no Congresso da Fifa são mulheres. Isso não é um jogo justo.

Respeitosamente, nós recomendamos ao Comitê de Reforma que recomende imediatamente a participação de pelo menos 30% de mulheres no Comitê Executivo da Fifa, uma ação que deve ser copiada em pouco tempo em todos os níveis do esporte. Isso não é só o que é justo, é também o que é melhor para o esporte, que está precisando muito de uma reforma.

(…)

Além disso, acontece também que muitas meninas se tornam mulheres sem terem a chance de experimentar a alegria desse jogo. A falta de investimento reforça a pepção de que o futebol é um jogo para homens, deixando as mulheres às margens e criando um ambiente propício para discriminação.

No Simpósio da Fifa deste ano, foi feita uma pesquisa entre as mulheres representantes de 171 países. 63% delas respondeu que já presenciou discriminação de gênero no futebol. 43% delas havia sido vítima dessa discriminação. E 82% delas disseram acreditar que essa discriminação de gênero está prejudicando a evolução e o desenvolvimento do futebol feminino.

Respeitosamente, nós solicitamos ao Comitê de Reforma para recomendar que todas as partes interessadas do futebol, inclusive confederações e clubes, sejam obrigadas a investir em mais oportunidades para mulheres e meninas no futebol em todos os níveis, sem nenhuma discriminação de gênero, em uma proporção financeira justa para que possam render todo o seu potencial.

(…)

O futebol não pode mais esperar e, principalmente, as mulheres já não podem esperar nem mais um pouco. O Comitê de Reforma precisa ouvir esse chamado e acelerar a inclusão de gênero recomendando que essas propostas sejam implementadas imediatamente.”