Futebol Feminino

COPA FEMININA 2015: Conheça o histórico da seleção brasileira feminina desde a primeira Copa

Em 2015, no Canadá, o Brasil fará sua sétima participação em Copas do Mundo Feminina da FIFA. Após ter conquistado seu 6o título de Copa América com uma performance incontestável, a seleção canarinha chega como uma das favoritas e em busca da sua primeira taça mundial. Conheça um pouco do histórico das brasileiras desde a primeira edição.

Visão geral
A seleção brasileira feminina se classificou para todas as Copas até hoje. Nas duas primeiras edições, foi eliminada ainda na fase de grupos. Após a conquista do 3o lugar em 1999, a esperança era de que o título chegaria em breve, mas a história não foi bem assim. O saldo matemático, no entanto, é positivo: em 6 edições, foram 15 vitórias, 4 empates, 7 derrotas e saldo de 21 gols.

Edição por edição

1991 – China
Posição: fase de grupos
Campeã: EUA

A principal conquista brasileira nessa primeira edição não veio do plantel de jogadoras. Claudia de Vasconcelos, árbitra da disputa de 3o lugar, se tornou a primeira juíza mulher a apitar nesse nível em uma competição da FIFA.Em campo, demos o azar de cair no grupo de EUA, Suécia e Japão. As duas primeiras terminaram o torneio em 1o e 3o lugar, respectivamente.

1995 – Suécia
Posição: fase de grupos
Campeã: Noruega

Apesar do início surpreendente, com uma vitória no 1o jogo sobre o time da casa, o Brasil mais uma vez não passou da primeira fase. Disputamos mais uma vez com Suécia e Japão, além da futura vice campeã Alemanha, e ficamos pelo caminho. A revanche veio no ano seguinte, quando as brasileiras eliminaram Alemanha e Japão nos Jogos Olímpicos de Atalanta e terminaram em 4o lugar.

1999 – Estados Unidos
Posição: 3o lugar
Campeã: EUA

Após a boa performance nas Olimpíadas em 96, o Brasil chegou em solo americano sendo considerada a seleção que mais havia evoluído desde a última edição. No entanto, estava mais uma vez no intitulado “Grupo da morte”, segundo a imprensa. A equipe foi brilhantemente liderada por Sissi, que fez todos os 5 gols nos dois primeiros jogosdo Brasil, e também ogoldengoal na prorrogação das quartas de final contra a subestimada Nigéria.

A conquista do 3o lugar veio nos pênaltis, contra a Noruega, em um jogo que teve a prorrogação cancelada devido a falta de tempo. Os 7 gols renderam a Sissi o prêmio Golden Shoe, da Adidas, concedido à artilheira do campeonato.

2003 – Estados Unidos
Posição: quartas-de-final
Campeã: Alemanha

Com apenas 17 anos, Marta foi considerada uma das principais promessas do futebol mundial após a Copa de 2003. No entanto, com um time quase totalmente renovado e inexperiente, o Brasil chegou apenas até as quartas-de-final, quando foi eliminado pela Suécia, que viria a ser a vice-campeã naquela segunda edição sediada pelas americanas.

[heading align=”left”]2007 – China
Posição: vice-campeã
Campeã: Alemanha

As previsões a respeito de Marta estavam corretas. Mesmo tendo perdido um pênalti durante o tempo regulamentar na final contra a Alemanha, a brasileira levou os dois prêmios da Adidas, concedidos à artilheira (GoldenShoe) e à melhor jogadora (Golden Ball) do torneio. A seleção brasileira, ainda em formação, surpreendia com um ataque fuzilante, que chegou à final com 17 gols marcados. Em votação popular no site da FIFA, o Brasil ganhou disparado como a equipe preferida dos internautas.[/heading]

2011 – Alemanha
Posição: quartas-de-final
Campeã: Japão

Finalmente, o Brasil não caíra no grupo da morte. Tudo indicava que as atuais vice-campeãs teriam caminho fácil até as finais. De fato as vitórias na fase de grupos vieram tranquilamente. No entanto, o primeiro lugar do grupo nos levou a pegar os Estados Unidos logo nas quartas-de-final. Em um jogo disputadíssimo, o Brasil começou perdendo com um gol contra, e o empate em 1×1 levou a disputa para a prorrogação. Em menos de 2 minutos, Marta marcou e virou o jogo para as brasileira. O jogo estava quase ganho, até que as americanas empataram nos acréscimos do 2o tempo. Nos pênaltis, 5×4 e as americanas seguiram na competição.

Para 2015: No Canadá, além da experiência e qualidade de Marta, Cristiane, Rosana e Formiga, a esperança está em que a motivação pela busca da medalha de ouro olímpica, em casa, no ano seguinte, leve as brasileiras a nos darem a melhor das expectativas.