MMA

5 motivos para assistir e torcer pela Amanda Nunes no UFC

A luta de defesa do cinturão entre Amanda Nunes e Ronda Rousey, no UFC 207, tem uma importância extra para a modalidade e para o MMA feminino brasileiro. Tem tudo para ser um combate parelho, o cartel de lutas das duas é bem similar. Enquanto Nunes tem 13-4-0 (vitórias, derrotas e empates), Ronda tem 12-1-0 em sua carreira. Ambas já lutaram em outros campeonatos também como o Invicta FC e Strikeforce e estrearam no UFC no mesmo ano, 2013. A seguir, listamos 5 ótimos motivos para assistir e torcer muito pela Amanda “Leoa” Nunes nessa sexta feira, 30/dezembro, e fecharmos o ano com um cinturão brasileiro!

1- Amanda Nunes é brasileira

Amanda-Nunes-venceu-Miesha-Tate-por-finalizaçãoE aqui é Brasil! A “Leoa” do cage não é apenas brasileira, ela é a única brasileira que ganhou um cinturão do UFC. Única e primeira, vejam bem. Esse feito, além de glorioso, traz uma visibilidade maior para o cenário do MMA feminino brasileiro.
No UFC 207 ela enfrentará a primeira mulher a ganhar um cinturão no UFC. Ronda é pioneira no maior evento de MMA da atualidade, foi convidada a lutar depois da iminente extinção do Strikeforce – vendido ao UFC – que tinha em seus cards muitas lutas femininas. Chegou ao UFC depois de uma dominância de 20 anos de lutas masculinas. Rousey teve coragem, enfrentou o preconceito absurdo de Dana White e estreou deixando a luta entre Henderson e Machida em segundo plano, na época.

São duas gigantes no ringue que disputarão o cinturão nessa sexta. E, claro, sem esquecer de outro feito histórico de outra brasileira: a luta entre Cris Cyborg e Gina Carano, no Strikeforce 2009, que foi a primeira a encabeçar um card de um evento de MMA de grande porte.

2- As técnicas de luta

rondaA maioria das lutas vencidas por Amanda Nunes foi por nocaute e a maioria das lutas vencidas por Ronda foram por submissão. Na prática isso pode nos ajudar a entender o que esperar da luta. Se Nunes vier para o cage com a mesma estratégia de sua última luta, ela pode atropelar a Ronda na trocação franca e tentar a finalização. Ronda, por sua vez, é “apenas” medalhista olímpica de judô. Tem uma técnica afiadíssima de quedas e luta muito bem no chão. Porém, a Leoa Amanda Nunes tem uma carta já conhecida na manga: venceu muitas lutas com a técnica de mata-leão no solo. Ronda tem como especialidade da casa o armlock, famosa e fatal chave de braço, que lhe deu muitas vitórias.

Um outro fator que pode desequilibrar a favor de Amanda é que ela tem um pouco mais de envergadura que Rousey. Numa trocação, ela pode ter certa vantagem em acertar golpes, apesar da altura das duas ser muito similar. Conta na disputa também o fato dela ser faixa preta de jiu jitsu. Sabe defender muito bem as quedas e tomar poucos golpes. Acreditamos em você, Amanda Nunes!

3- A perseverança
Amanda Nunes começou no MMA com derrota, mas se sentiu feliz por ter conseguido estrear na modalidade. A partir daí, toda a carreira dela foi baseada em evitar passar pelos mesmos problemas que enfrentou. Se fortaleceu mais para que não se lesionasse, como ocorreu em lutas de 2012 e 2013. Evoluiu sua técnica de trocação, tornou-se a melhor defensora de golpes de solo também. Em todos os momentos Nunes sempre teve otimismo e a persistência necessária. E sabe de algo importante, como disse em entrevista recente: manter o cinturão é mais difícil que ganhá-lo.

4- A militância

amanda-nunes-campea-ufc-namoradaAmanda é uma das primeiras atletas a assumir publicamente que é lésbica, num ambiente tão machista e preconceituoso como é o universo das lutas. Também é a primeira atleta LGBT (entre homens e mulheres) a vencer o UFC e ocupar a posição de maior destaque do evento. E ela fez disso um momento único e lindo: comemorou com sua namorada e parceira de lutas, Nina Ansaroff. Não foram exatamente as primeiras lutadoras lésbicas do UFC, já que a estréia na modalidade feminina contou com Liz Camouche, símbolo da luta contra o preconceito, mas fortaleceram demais a causa LGBT, sem dúvidas.

5- O clima de “já ganhou” do UFC em relação a Ronda Rousey
Muitas entrevistas onde Amanda Nunes diz que está acostumada a ser a “zebra” já saíram na mídia. Em uma delas, ela também aponta o tratamento que o evento tem dado a sua desafiante. No momento, a Leoa é a detentora do título e defenderá o cinturão contra sua desafiante, Ronda Rousey. Mas na realidade o UFC trata Ronda como a verdadeira campeã e Amanda Nunes acaba ficando em segundo plano. Pode até ser normal, dada a carreira sólida e brilhante de Ronda, mas há um desrespeito com a verdadeira detentora do título. Amanda pode usar esse clima a seu favor, já que é evidente que a pressão está na Ronda.

Amanhã, 30/dezembro, esperamos mais um título para o Brasil. Mais um título para Amanda “The Lioness” Nunes e mais um título para as mulheres no esporte. Vai, Amanda! E, desde já, obrigada pela caminhada!

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